O SONHO DE ISMAR
O
SONHO DE ISMAR
Ismar era um homem
solitário, que morava na Áustria,, já com seus 50 anos de idade, vivia em uma
humilde casa, contava com poucos recursos, e um dia decidiu trabalhar na
agricultura. Vinha em casa almoçar e descansava o almoço á sobra de uma
frondosa jaqueira.
Em um desses dias,
dormiu um profundo sono e sonhou que estava em Damasco. Neste sonho, viu uma
grande ponte e embaixo dela, havia uma caixa que guardava um grande tesouro!
Acordou do sonho e
disse: que bobagem! Nem sei onde fica Damasco e como ter este sonho. Mas aquela
imagem ficou forte em sua mente. Frente a isto, decidiu caminhar em direção àquela
cidade.
Foi caminhando dias,
semanas e meses, contando com favores do povo por onde passava, e finalmente chegou.
Viu tudo que havia visto no sonho e ficou muito impressionado.
Informou-se se havia
alguma ponte por alí e lhes informaram que sim. Procurou- a e qual não foi à
surpresa? Era exatamente conforme sonhara. Logo cuidou em pedir uma ferramenta
emprestada e começou cavar, cavar e cavar. Ficou com as mãos feridas, cansado,
desanimado e muito frustrado, por nada encontrar. Pensou: vou ficar por aqui
mesmo. Não tenho como voltar para minha casa.
Ao olhar mais uma vez
para a ponte, viu que era muito alta! Então pensou: vou subir nesta ponte pular
lá decima. Certamente morrerei! Não tenho coisa alguma a perder nem tão pouco
ganhar!
Quando se preparava
para cometer o suicídio, uma mão lhe tocou ao ombro. Olhou, era um mendigo que
lhe perguntou: que vais fazer. Vou pular
da ponte porque quero morrer. Por que isso? Ismar lhe contou o sonho.
Naquele diálogo, o
mendigo, disse: Eu também tenho tido um sonho meio estranho. Qual? Preguntou Ismar.
Tenho sonhado com uma casa rustica, bem humilde que tem uma grande árvore no
quintal, e no seu tronco há um grande tesouro. Mas tenho dito: que besteira! Nem
vou me preocupar com isso.
Ismar de imediato rumou
em direção a sua pátria e começou a andar, parar, dormir nos esconderijos,
contar com favor dos outros e por fim chegou a sua casa. Descansou um pouco,
lançou mão do machado e começou a bater no tronco da árvore. Ouviu um barulho
de oco. Cortou um pouco e encontrou uma caixa com muitas riquezas dentro.
-Quantas vezes vamos à
busca de coisas melhores, inconformados com o que temos. Mas o que buscamos
está bem perto e até dentro de nossa casa, e família.
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